Arbitrariedade na Venda dos Terrenos do Metrô

Pessoal,
A votação que autorizou a venda dos terrenos sob o pretexto da construção do metrô para Barra está cercada de arbitrariedades.
Como se não bastasse a nossa cidade perder uma escola pública no Catete, um batalhão da PM em Copacabana, o camelódromo da Tijuca – onde centenas de famílias trabalham há mais de 13 anos – há outros absurdos nas dezenas de terrenos envolvidos.
Também em pelo menos dois deles constatei que há sutil valorização embutida sorrateiramente no projeto que veio do executivo: Em Botafogo e Copacabana estão incluidas as alterações aumentando o número de andares possíveis (chamamos isso de alteração de gabarito) de cinco para onze (Botafogo) e de cinco para sete (Copacabana). Para onde vão os milhões de reais a mais que serão arrecadados com esta valorização?
Tentamos negociar várias emendas a pedido do povo da cidade do Rio de Janeiro, mas o poder executivo, representado numa reunião conosco pelo secretário Pedro Paulo, ignorou a manifestação e foi categórico: “Vamos para o voto”.
Só que na hora de votar, tiveram que contar com o voto da vereadora Carminha Jerominho que havia sido cassada mais cedo naquele mesmo dia. Ou seja, mais uma arbitrariedade no desespero da prefeitura e do governo estadual para vender os tais terrenos.
Se não conseguimos fazer justiça aqui dentro da câmara, vamos recorrer à esfera judicial. A câmara de vereadores deve representar a vontade do povo da cidade, e não interesses particulares de alguns vereadores que obedecem o governo cegamente em troca de seus benefícios diretos.
Consegui apoios importante dos colegas vereadores Clarissa Garotinho, Eliomar Coelho, Lucinha, Paulo Pinheiro, Reimont, Stepan Nercessian e Teresa Bergher (em ordem alfabética) e vamos dar entrada no processo judicial, tentando o mandado de segurança impedindo a venda dos terrenos antes de setembro – mês agendado pelo governador para concretizar o negócio à revelia da vontade do povo da cidade.
Não sou de forma alguma contra o metrô para a Barra da Tijuca, mas sou contra essa solução de ir deixando um rastro de desempregados, escolas destruídas e menos PM nas ruas. Há outras soluções, como sempre houve, com BNDES por exemplo.
Abraços,
Paulo Messina
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