Reflexão sobre o Envolvimento das Famílias na Educação

Pessoal,

Hoje, 15 de março, comemora-se o Dia da Escola, e queria propor uma reflexão: uma das maiores preocupações que tenho é com o envolvimento das famílias na educação das suas crianças.

Nas vistorias escolares que fazemos pela Comissão de Educação e Cultura, fica evidente que a criança que recebe o apoio e envolvimento familiar se desenvolve muito melhor do que a que não pode contar com esse importante fator.

É muito preocupante perceber que o percentual de responsáveis que se envolvem é cada vez menor.

Estamos falindo enquanto sociedade se aceitarmos que as famílias não se envolvam no aprendizado de suas crianças.

O sucesso do aprendizado é mensurável nas crianças com histórico de envolvimento familiar, não só junto à escola em reuniões, mas também em casa. Diversos outros problemas também impactam negativamente o
desenvolvimento das crianças, muitos deles de origem familiar, como conflitos e violência.

Existe um excelente programa criado apenas por Resolução, que funciona quase como um protótipo, e que tem muito sucesso, infelizmente limitado pela capacidade e estrutura insuficiente. Chama-se Proinape – Programa Interdisciplinar de Apoio às Escolas.

Equipes formadas por (a) professor, (b) assistente social e (c) psicólogo rodam as escolas como uma “tropa de elite”, buscando sempre atuar nas situações de conflito, melhorando as condições das nossas crianças.

O programa vem minguando e perdendo profissionais pois ainda não saiu de sua categoria de “protótipo”. O que começou há dois anos com 115 servidores de cada categoria, hoje conta com cerca de 80. E continua caindo, ocasionado em grande parte por não haver segunça destes especialistas de que o programa continuará e que estão lotados na Educação.

Estamos trabalhando agora para transformar este programa em política pública, a fim de permitir aos profissionais envolvidos que sejam corretamente lotados em cargos específicos, todos na Secretaria Municipal de Educação, e que esta tenha orçamento para aumento de quantitativo das equipes e reposição em caso de exoneração – o que não existe hoje.

 As equipes interdisciplinares deverão articular ativamente, por meio da secretaria municipal de educação e suas coordenadorias regionais, o trabalho nas unidades escolares, na abordagem dos desafios que envolvem as relações de ensino e processos de aprendizagem dos alunos, em todos os seus desdobramentos, sempre com enfoque na melhoria do aprendizado do aluno e sua integração social, bem como o fomento do envolvimento familiar na vida escolar de suas crianças.

A idéia é que possamos aprovar ainda este ano, não só recuperando como ampliando este importante projeto que trará, certamente, uma importante contribuição para todos os alunos da Rede Pública.

Abraços,
Paulo Messina

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7 pensamentos sobre “Reflexão sobre o Envolvimento das Famílias na Educação

  1. ANDREA GUTERRES quinta-feira, 15 março 2012, 8:46 AM às 8:46 AM

    Bom dia, olha eu gostei muito desse Projeto , pois me separei ano passado depois de 24 anos de casada , meu filho mais novo , sentiu muito e abandonou os estudos , eu ate tentei ajuda-lo mais não consegui, e com esse Projeto eles tem mais ajudas na escola mesmo ,pena esta sendo desvalorizado um serviço de tanta importância, Obrigada. Andrea

  2. Simone Aline quinta-feira, 15 março 2012, 8:56 AM às 8:56 AM

    Nossa Paulo, excelente postagem! Passei pelos “dramáticos” momentos quando me vi na necessidade de optar pelo ensino público no Rio de Janeiro. Mas confesso que me impressionei. Com o ensino em si, com o envolvimento dos profissionais (já tão desvalorizados…) e com alguns “pais”. Sinceramente, acho um absurdo o “pagamento” para crianças matriculadas nas escolas. Educação é obrigação dos pais, e não se merece prêmio por isso. Já ouvi cada comentário de pais na porta da escola, que deixariam os educadores boquiaberta! É espantoso mesmo! Mas… ainda temos pais que também fazem a sua parte. Afinal, escola e família devem atuar “juntos”, em busca de um único objetivo: a educação! =)

  3. Consuelo quinta-feira, 15 março 2012, 10:42 AM às 10:42 AM

    Paulo Messina, parabéns pela atualização nas postagens.
    Como você sabe, sou professora, estou cursando a minha quinta pós e além de AAC leciono particular há 31 anos. Atuo enquanto voluntária em algumas instituições públicas e privadas, porém no momento estou impossibilitada de exercer em comunidades, mas, já atuei em quase todas no Rio de Janeiro, um pouco menos em área de zona oeste devido à distância. Apesar de lutar pelo direito de ser respeitada enquanto profissional de ensino, afinal é para isso que continuo me atualizando, sou a favor de dinâmicas que enriqueçam e corroborem para um ensino de qualidade e se para isto depender do voluntariado eu não abro mão deste. Sou “pãe” atuante de três sanguineos e outros de cria da casa, e sempre favoreci os conceitos precedidos em ambiente escolar, sejam cognitivos ou morais. Sou criticada quando ratifico que a maior dívida desse país é a social, seguida da área da saúde. Comecei a atuar em uma época que até eu chegar ‘ láaaaaaaa’ em cima da comunidade eu não somente tinha tomado café como quase almoçado, pois os familiares reconheciam o meu esforço e a minha dedicação e TODOS respeitavam quando um professor “estava na área”. Também trabalhei em ONGs pela secretaria de saúde, e penso que o assistencialismo exacerbado concomitante às novas leis de diretrizes e bases retificaram os valores e conceitos em educação e infelizmente sinto que para pior. Mas como todo profissional de ensino dedicado e responsável eu não desisti de acreditar e cumpro a minha jornada feliz por ser acima de tudo educadora, apesar de inúmeros percalços. Conte comigo para o que for preciso caso eu esteja a altura de participação. Abraço respeitoso. Professora Consuelo.

  4. paulohpontes quinta-feira, 15 março 2012, 2:41 PM às 2:41 PM

    Muito interessantes projeto. O que podemos fazer para ajudar? Há alguma forma de fazer pressão para maiores investimentos neste tipo de iniciativa?

    • Paulo Messina quinta-feira, 15 março 2012, 7:36 PM às 7:36 PM

      Claro, faremos pressão nas redes sociais! Mas primeiro preciso aprovar o projeto e transformá-lo em lei. Acompanhe aqui as novidades, vou sempre mandando no face também! Abraços

  5. sergio quinta-feira, 15 março 2012, 11:44 PM às 11:44 PM

    eike batista…

  6. alston ferrari sexta-feira, 16 março 2012, 11:11 AM às 11:11 AM

    Legal. Transformar em realidade,o que já é lei, via Constituição.

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