A Polêmica do Kit Anti Homofobia Chega às Escolas do Rio

Pessoal,

Que o Kit Anti Homofobia gerou grandes polêmicas e defesas apaixonadas de posições no Congresso Nacional, todos sabem. Para quem não viu, há rico material na Internet, basta procurar no Google por Kit Anti Homofobia ou, como ficou conhecido pejorativamente por alguns discursos, o “Kit Gay”.

Hoje, com o projeto de lei 1082/2011, de autoria do vereador Carlos Bolsonaro, foi aprovada em primeira discussão a “proibição de exposição e a divulgação de livros, publicações, cartazes, filmes, vídeos, faixas ou qualquer tipo de material, contendo orientações sobre a diversidade sexual nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Educação Infantil da rede pública municipal da Cidade do Rio de Janeiro”. Projeto na íntegra, aqui.

Como presidente da Comissão de Educação e Cultura, dei o parecer contrário ao projeto, e discuti explicando os motivos. Posso concordar plenamente que crianças na educação infantil, de idade zero a 5 anos, não deveriam ter acesso a qualquer material sobre sexualidade, seja ele de qualquer orientação, hetero, homossexual etc. Não seria o papel da escola fazer essa discussão, nesta faixa etária.

Também poderia até concordar que em parte do ensino fundamental, como o primeiro ciclo, de alfabetização com crianças de 6 a 8 anos, não caberia discussão sexual.

Mas o ensino fundamental tem crianças que vão até os 14 anos, que há muito já descobriram sua sexualidade, e o pior: já fazem o bullying com seus colegas, vítimas de preconceito. Vivemos numa sociedade democrática, e isso quer dizer que todos os direitos devem respeitados, até o limite dos direitos do próximo. A intolerância nas escolas é uma realidade, assim como na sociedade. É dever do poder público educar as gerações para que todos possam respeitar a diversidade, combatendo o preconceito.

Discuti o projeto, tentei convencer os colegas e o próprio autor – por quem nutro profundo respeito – de que a matéria precisava de menos radicalismo. Decerto que a sociedade, em especial os pais, não querem material com cunho de influência sexual (qualquer que seja a orientação, repito!) a seus filhos quando pequenos demais. Mas em um dado momento da vida biológica da criança, torna-se obrigação do poder público orientar para evitar os problemas futuros de intolerância e violência, notadamente de interesse do Estado.

Apesar do meu posicionamento contrário, o projeto foi aprovado por 21 votos favoráveis a 9 contrários. Para virar lei, ainda precisa passar por uma segunda votação, que deve ocorrer semana que vem, e ainda ser sancionado pelo Prefeito. Pretendo, sob a luz da justificativa acima, apresentar emendas que a meu ver possam buscar justiça no projeto, limitando à educação infantil, trocando o termo “a diversidade sexual” por “sexualidade” no artigo primeiro e retirando o parágrafo primeiro deste artigo. Este trecho do texto ficaria assim: “contendo orientações sobre sexualidade nos estabelecimentos de Educação Infantil”.

É evidente que, se posto em segunda votação, o folgado placar se repetirá e o projeto poderá virar lei. Por isso o interesse de pelo menos emendá-lo. Gostaria de ouvir aqui os cidadãos, em especial educadores, pais e responsáveis. Vamos debater, o tempo urge.

Abraços,
Paulo Messina

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21 pensamentos sobre “A Polêmica do Kit Anti Homofobia Chega às Escolas do Rio

  1. shirley Lima quinta-feira, 22 março 2012, 9:19 PM às 9:19 PM

    Concordo com você completamente!

  2. carlos quinta-feira, 22 março 2012, 9:52 PM às 9:52 PM

    Quando uma vereadora diz que ná sua igreja têm EX-HOMOSEXUAL.
    Quando um vereador filho de torturador apresenta projeto extremamente preconceituoso.
    Fica difícil mostrar um caminho equilibrado.
    PS. O ódio exacerbado por GAYS, só pode partir de GAYS enrustidos e infelizes.

    • Suelen quinta-feira, 22 março 2012, 10:21 PM às 10:21 PM

      É Carlos,grande verdade,infelizmente.

  3. Suelen quinta-feira, 22 março 2012, 10:25 PM às 10:25 PM

    Paulo Messina é o cara! Rs Concordo plenamente contigo.Seu texto e justificativa estao perfeitos.Se o projeto passar como está sera mais uma vitoria da intolerancia,preconceito e radicalismo.

  4. Suelen quinta-feira, 22 março 2012, 10:29 PM às 10:29 PM

    E alem do mais sabemos q no ensino fundamental o tema sexualidade(incluindo homossexualidade) é sim necessario e de grande importancia.

  5. Gleice Rubia quinta-feira, 22 março 2012, 10:57 PM às 10:57 PM

    Sou totalmente contra. O que precisa ser trabalhado é o amor ao próximo, é o respeito com a escolha do outro. É preciso deixar as coisas fluirem naturalmente. Não aprendi a ser mulher na escola. “Segui o meu rumo”. Mesma coisa com o gay que, com certeza, seguiu sua natureza. Vou me sentir totalmente ferida se tiver que passar isso para meus alunos. Esse kit, na minha humilde opinião, poderá ter um efeito contrário ao esperado e acabar confundindo os adolecentes. Desculpem a sinceridade, mas é o que penso.

  6. Jacqueline Guerreiro quinta-feira, 22 março 2012, 11:34 PM às 11:34 PM

    Boa noite.

    Ontem assisti uma entrevista na GNT do deputado Jean Wyllys à Marília Gabriela. Fenomenal entrevista em que apresenta questões como : os homossexuais não podem usufruir de mais de 50 direitos civis. Isto é um absurdo num país democrático e laico, onde constitucionalmente todos são iguais.

    O deputado comentou que a leitura do material pedagógico do MEC é deturpada por alguns, e pior, as informações são manipuladas e as discussões ficam sob a égide do preconceito .

    é impressionante como o preconceito religioso e aquele relacionado à identidade sexual avança neste país.E seria a Escola o espaço fundamental de apresentação dos conceitos de tolerância, fraternidade, igualdade, ecumenismo, diálogos , aceitação e inclusão da diversidade.

    A barbárie avança a galope e lá na frente todos pagaremos pelo nosso silêncio , pelo preconceito enrustido, pela inércia e pelo medo de encarar e gritar contra estes arrogantes ignorantes.

    Professora Jacqueline Guerreiro

  7. Regina Célia sexta-feira, 23 março 2012, 12:38 AM às 12:38 AM

    Adorei o texto da professora Jacqueline Guerreiro e como aprendí na vida que nosso silêncio é deveras perigoso, deixo para reflexão um belo texto de Maiakóviski (abaixo)…faço tb parte de uma minoria, religiosa, sou Umbandista, assumida e atuante. Fui educada na fé católica, passei anos pela doutrina espírita mas encontrei a minha fé na Umbanda. Muitas vezes, na família,no ambiente de trabalho, fui olhada de lado, por pessoas que não podiam acreditar como uma mulher culta, pós-graduada, inteligente etc etc podia ter como fé uma religião de origem escrava e ainda por cima tida como “de ignorantes”?PURO PRECONCEITO! é difícil, mas optar por não me calar e demonstrar as minhas razões, ME trouxeram muitos desafetos mas tb levaram a muitos de meus contatos modificarem suas posições firmemente sedimentadas no preconceito assim, acho que todo cidadão, desde que tenha interesse e condições mentais e intelectuais de entender sobre “diversidades” , TEM o direito a conhecer as inúmeras possibilidades de caminho!

    Novos tempos, novas famílias, nos indicam que as crianças hoje são muito mais competentes para elaborarem novos conceitos e é melhor que eles sejam tratados por professores preparados para tal, do que se esconder o que não dá mais pra esconder, ou fazer de conta que não existe!

    DESPERTAR É PRECISO

    Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
    Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
    Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.
    Vladimir Maiakóvski

    Paulo, grite enquanto pode….

  8. herminia sexta-feira, 23 março 2012, 2:32 AM às 2:32 AM

    O MUNDO DEU UMA VIRADA DE CABEÇA PARA BAIXO,ONDE O CERTO ´ERRADO E O ERRADO É CERTO.TUDO QUE PODEMOS FAZER É DEIXAR O CERTO CERTO, E O ERRADO ERRADO. UM OLHAR PARA O OUTRO E SE CALAR,RESPEITANDO E DEIXANDO QUE CADA UM TROPEÇE NA PEDRA QUE ELE MESMO COLOCOU EM SEU CAMINHO.POIS A VIDA É UMA ESCOLA,ONDE A PROPRIA NATUREZA NOS ENSINA,O CERTO E O ERRADO.OPTO PELO CERTO RESPEITANDO O ERRADO,E O ERRADO OPTE POR ELE,RESPEITANDO O CERTO.POIS EXISTE O FEIO E O BONITO .O BAIXO E O ALTO ,O PRETO E O BRANCO,O GORDO E O MAGRO,O BOM E O RUIM, O MACHO E A FEMEA,O CRU E O COZIDO,O FEDIDO E O CHEIROSO E O PLANALTO E A PLANICIE,E ASSIM POR DIANTE…SERIA UMA BERRAÇÃO DA HUMANIDADE QUERER MUDAR ESTES CONCEITOS.POIS NEM DEUS FEZ ISTO QUE DIRÁ O HOMEM! RESTA SOMENTE O RESPEITO, E QUE CADA UM PRESTE ATENÇÃO E CONDUZA A SUA VIDA, NO CAMINHO CAMINHO QUE DESEJA, SABENDO QUE ESTAMOS DEBAIXO DAS POTENTES MÃOS DE DEUS,QUE TUDO COMTEMPLA E DELE VEM A RECOMPENSA.AS FAMILIAS TEM QUE SER RESPEITADAS ACIMA DE TODO O RESPEITO,POIS QUEM NÃO CUIDA DELA NEGOU A FÉ E É PIOR DO QUE O INFIÉL.UMA FAMILIA BEM CUIDADA É UMA CIVILIZAÇÃO LIBERTAE ETC…ENSINA O MENINO O CAMINHO QUE ELE DEVE ANDAR E ATE DEPOIS DE VELHO NÃO SE DESVIARÁ DELE.PORQUE TUDO COMEÇA NA INFANCIA,E CABE AOS PAIS ORIENTAR E ORAR PELA SUA CASA.DEUS TE AMA DO JEITO QUE VOCE É, E POR ISTO NÃO NEGOU O SEU FILHO POR TUA CAUSA E POR MINHA CAUSA.CABE Á NÓS DAR VALOR Á ESTE SACRIFICIO E SER ABENÇOADO POR ELE.ELE VENCE AS GUERRAS POR NÓS,É SÓ CONFIAR.ABRAÇOS

  9. Lilian sexta-feira, 23 março 2012, 7:39 AM às 7:39 AM

    Diversidade sexual pode começar desde cedo sim, sem a discussão propriamente sobre a parte direta, mas se soluções mais simples como, nos livros de Estudos Sociais, na área pra Família, viesse uma com um homem e uma mulher, mas também tivessem outros casais, duas mulheres e filhos e dois homens e filhos. Isso já seria expor as crianças a diversidade e orientar as cabecinhas pra longe do preconceito.

  10. maria Fernanda Vernes de andrade sexta-feira, 23 março 2012, 8:17 AM às 8:17 AM

    Na Educação Infantil, realmente , não cabe o assunto orientação sexual , pois eles estão descobrindo sua identidade , mas nas escolas de ensino fundamental , principalmente no ultimo segmento deve haver esta discussão sim , pois na questão do buylling vem sido abordada a questão da sexualidade , nas perseguições tanto na escola como pela internet , há os ataques aos homossexuais .

  11. monica sexta-feira, 23 março 2012, 8:59 AM às 8:59 AM

    Realmente, vc está certo, pq não adianta proibir, e sim, dialogar principalmente com os adolescentes sobre a situação, pq pode ser proibido ou qqr coisa desse tipo dentro da escola, mas não vai deixar de acontecer na porta da mesma, na rua, na vizinhança. Tem q ter uma conscientização coletiva dando palestras…..

  12. Renata sexta-feira, 23 março 2012, 2:26 PM às 2:26 PM

    Sou mãe de um menino de 13 anos e não concordo em deixar a critério da escola dizer a ele o que é certo ou errado sobre sexualidade ou orientação sexual.
    Temos que ensinar o respeito com o próximo, com a natureza, com a família e isso são valores que estão cada vez mais se perdendo na sociedade. Moro perto de um colégio municipal em que a maioria dos adolescentes, meninos e meninas entre 14 e 15 anos se comportam como homosexuais. Essa atitude virou moda e esses meninos são vistos como exemplos em sua classe. O governo pode levantar uma bandeira sobre o preconceito sim, mas o preconceito com todas as classes que sofrem desse mal (negros, homosexuais, deficientes físicos etc).
    Educo o meu filho para que ele respeite a todos sem distinção mas não aceito o governo dizer ao meu filho que o homosexualismo é natural ou que ele pode gostar de menino e menina ao mesmo tempo por que assim ele tem 50% de chances de namorar com menino e 50% de chances de namorar com menina (Video Oficial do Kit Gay do MEC – Probabilidade [1/3], no YouTubel). Para mim isso é disseminar a promiscuidade.
    Gostaria de ver o governo se mobilizando para remunerar melhor os professores, ver colégios públicos com ensino adequado, onde alunos saiam preparados para concorrer em igualdade com alunos de escola particular no vestibular.
    O dia em que a educação for tratada com seriedade no Brasil talvez tenhamos uma sociedade mais consciente com assuntos relacionados a sexo, planejamento familiar, preconceito e o que mais for necessário para criar cidadãos de direito.

  13. Suelen sábado, 24 março 2012, 2:11 AM às 2:11 AM

    So esclarecendo pq talvez as pessoas estejam confusas.A secretaria de educaçao nao esta querendo usar o tal kit nas escolas.O Messina mencionou o kit em seu texto,mas a discussao é sobre um projeto de lei q visa proibir nas escolas todo e qq tipo de campanha contra o preconceito e intolerancia e pelo respeito a diversidade sexual,o que seria ainda mais radical.

  14. Suelen sábado, 24 março 2012, 2:26 AM às 2:26 AM

    Eu compreendo a preocupaçao dos pais e maes e professores pq é um direito de cada um com relaçao a homossexualidade,discordar,achar errado e tal,cada um tem seus valores morais e/ou religiosos.Mas o q precisamos entender e que deve sim ser trabalhado nas escolas é que discordar nao da a ng o direito de ofender,zombar,insultar,xingar,excluir mto menos bater em homossexuais.É como dizia num cartaz que li certa vez:vc nao precisa concordar,mas precisa respeitar.

    • Emanuela terça-feira, 10 abril 2012, 9:05 AM às 9:05 AM

      Pois e9, quando li esse post efiuqi pensando na mesma palavra que a Monica disse: Responsabilidade. No primeiro ano da faculdade, numa das primeiras aulas, aprendi o que era o Pauteiro efiuqi um pouco assustada pensando, quem e9 esse cara para dizer o que passa e o que ne3o passa pelo filtro? Um pouco braba, um pouco indignada, ne3o percebi o quanto ele facilitava a minha vida, a responsabilidade que tirava de mim. Quando passei a ler na internet e abandonei o jornal e as revistas, percebi que agora a decise3o era minha, e que decise3o chata! Como decidir entre o que eu gosto de ler e o que e9 importante saber independente dos meus gostos? Sere1 que estou lendo sobre aquilo que todos ve3o falar amanhe3? Ne3o e9 sf3 a quantidade de notedcia que incomoda, mas saber responder: Sere1 que estou escolhendo as notedcias certas? Sere1 que existem notedcias certas e erradas? Tento ne3o me preocupar com isso, mas que a angfastia existe, a existe!!!

  15. Valmir terça-feira, 27 março 2012, 2:22 PM às 2:22 PM

    Qualquer lei que proibe o que não incomoda ou atinge pessoas é RADICAL. Emendá-lo com um radicalismo substituindo outro é um equívoco equivalente. Colocar a sexualidade (seja ela hero, homo oi bi) como algo proibido ao ser humano é um dos conservadorismo MAIS obscuros desse país que se diz moderno.

  16. Thomas terça-feira, 27 março 2012, 3:06 PM às 3:06 PM

    Não tenho opnião formada sobre a sexualidade de menores de 8 anos. apenas sei que em mim surgia sexualidade antes dos 8 anos, sem qualquer ação incomum direta sobre mim. essa discussão é bastante grande.

    Mas há um ponto em teu post que me chama a questionar.

    Posso estar interpretando mal, mas vc me parece contraditorio ao argumentar que não gostaria de educação sexual para menores de 8 anos e propõe emenda em que o termo diversidade sexual seja substituido pelo sexualidade…

    “crianças (…) de idade zero a 5 anos, não deveriam ter acesso a qualquer material sobre sexualidade, seja ele de qualquer orientação, hetero, homossexual etc. (…) Também poderia até concordar que em parte do ensino fundamental, como o primeiro ciclo, de alfabetização com crianças de 6 a 8 anos, não caberia discussão sexual.”

    “Pretendo, sob a luz da justificativa acima, apresentar emendas (…) limitando à educação infantil, trocando o termo “a diversidade sexual” por “sexualidade” no artigo primeiro e retirando o parágrafo primeiro deste artigo. Este trecho do texto ficaria assim: “contendo orientações sobre sexualidade nos estabelecimentos de Educação Infantil”.

    Sua proposta parece DESCARTA apenas a DIVERSIDADE e não a sexualidade. então a justificativa não condiz com a proposta.

  17. Luís Antônio e Santos Filho quarta-feira, 28 março 2012, 10:54 AM às 10:54 AM

    Segue um pequeno texto que postei no meu facebook após ler o seu texto, Paulo Messina.

    Bolsonaro usa o termo homossexualismo até hoje e pretende defender a família e os bons costumes. Me desculpa, quais bons costumes? A sua família é igual a do Bolsonaro? A família do Bolsonaro é igual a de alguém? A minha não. A mudança é necessária, é inevitável. Dica para o nosso querido Bolsonaro: Caia de cabeça na ideia! Talvez seja sua família quem precise de uma mudança nos costumes.

    Vereador Bolsonaro também afirma querer manter a célula familiar. Diz não ter problema nenhum com a OPÇÃO SEXUAL de ninguém, tem amigos gays, mas esse tipo de informação (informação contra o preconceito) chegar às escolas com dinheiro público é uma afronta. Se Bolsonaro fosse como Paulo Messina, ele provavelmente teria muito mais aprovação no congresso.

    Paulo Messina é ético, tem reais razões para que o “Kit Gay” não fosse aprovado e é muito sensato. Concordo com ele que SOU CONTRA qualquer discussão sobre sexualidade em crianças de 0 a 8 anos. NÃO CABE AQUI, NENHUM CIDADÃO, IMPOR A DISCUSSÃO SOBRE SEXUALIDADE COM ALGUÉM QUE NÃO ESTÁ PRONTO PARA DISCUTÍ-LA, ENTENDÊ-LA, INTERPRETÁ-LA E/OU REPRODUZÍ-LA.

    Não sou menos ou mais preconceituoso do que ninguém na minha fala, mas tenho motivos para temê-la, pois, quero deixar claro que não sou homofóbico, porém nesta fala, não sou pró-homo. Sou homossexual, assumido, estudante de psicologia e entendo os motivos pelos quais Paulo Messina defende à não aquisição do “Kit Gay” em ensinos fundamentais e infantis e concordo com eles.

    É algo a se pensar!

  18. Intolerância Zero « Blog do Messina quarta-feira, 28 março 2012, 7:39 PM às 7:39 PM

    […] Blog do Messina InícioConheça o Messina « A Polêmica do Kit Anti Homofobia Chega às Escolas do Rio […]

  19. paulohpontes quinta-feira, 29 março 2012, 8:54 AM às 8:54 AM

    Sou totalmente contra o preconceito, mas neste caso eu vou concordar com o Bolsonaro. Pelo que eu vi deste kit os autores erraram a mão.

    A impressão que me passou é que estava mais pró-homossexualismo do que anti-preconceito.

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