Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva

Pessoal,

Estamos na fase final de apresentação aos pais e responsáveis do projeto de lei para Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que cria regras para que as escolas estejam preparadas a fim de receber as crianças com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades. Estamos fazendo reuniões por cada uma das 10 regiões (CREs) para apresentar o projeto e ouvir os pais. Abaixo, a última reunião da 2ª CRE, com 70 pais presentes. Hoje, temos 10 mil alunos com deficiência na rede pública municipal.

Há pouco tempo, em 2009, uma grande polêmica surgiu quando o Instituto Helena Antipoff decidiu fechar as escolas e classes especiais, colocando as crianças com deficiência em turmas comuns. Naquela época, fizemos uma audiência pública que se seguiu até meia noite, com centenas de pais expressando suas preocupações e, no fim, a secretaria de educação foi sensível e compreendeu que inclusão sem a participação dos pais não funciona. A decisão foi revista e o processo de inclusão tornou-se ‘opção’ dos pais.

A declaração de Salamanca é muito feliz quando diz que “Educação inclusiva é o modo mais eficaz para construção de solidariedade entre crianças com necessidades educacionais especiais e seus colegas”. É importante para os alunos estarem inseridos num contexto social real, fora de seus refúgios seguros que são as classes especiais – onde contam com até 10 colegas por professor e são agrupados por deficiências comuns.

Se por um lado o pai se sente seguro de deixar a criança naquela turma menor e com total confiança de que nada de mal lhe acontecerá, por outro lado deveria entender que em uma turma comum a criança evoluiria muito melhor ao ter exemplos de coleguinhas sem sua deficiência, e teria seus direitos humanos respeitados. Mas então por que a resistência à inclusão?

As respostas são tão simples para os defensores da ‘inclusão plena’ mundo afora, que adoram usar a frase feita: “Criança tem que entrar na escola pela porta da frente”. Mas os problemas reais são muito mais complexos do que isso.

Como pai, você confiaria sua criança que não fala e pouco entende a ser jogada numa classe com 40 crianças e um único professor para dar conta de prestar atenção a tudo? Se sofre bullying, se não puder ir ao banheiro e se limpar, se não estiver entendendo nada, como vai se comunicar? Como professor, você que já se mata para conseguir dar atenção a 40 crianças, consegue receber sozinho mais esse desafio? A criança, o mais importante de todo o processo, vai se interessar pelo conteúdo padrão de todos os demais alunos?

Se você respondeu ‘não’ às perguntas do parágrafo anterior, então entende bem o porquê da resistência ao processo de Educação Inclusiva. E, acreditem, há muitos outros problemas para listar. Mas então, se a inclusão em escolas regulares é tão importante para a educação dessas crianças, como fazê-lo?

Os problemas são realmente inúmeros, mas para absolutamente todos, acreditem, existe uma só resposta: a preparação da escola. Só existe inclusão com adaptação da escola ao aluno, e não ao contrário.

O professor treinado e com mediador escolar (facilitador), recebe e insere seu aluno com deficiência. Com o conteúdo adaptado, a criança se interessa pela aula. E entenda-se como conteúdo adaptado um tipo de material e conteúdo apropriado para cada criança. Um aluno cego, material escrito em braille ou audio livro. Para o surdo, um intérprete de libras. Para um aluno com autismo, o mediador que adaptará o que está sendo ensinado, focando mais em suas habilidades e comportamento. É preciso mais que o professor; é preciso a interface. Para o cadeirante, as obras de acessibilidade. A limitação da quantidade de alunos por sala de aula é imprescindível, de acordo com sua deficiência. As salas de recursos multifuncionais, prometidas pelo MEC, precisam estar implantadas. Os pais confiariam no processo e, aí sim, poderia-se fazer a inclusão. Repito, pois é o mais importante de toda esta mensagem: a adaptação da escola ao aluno com deficiência é a chave para inclusão.

A declaração de Salamanca diz ainda que “O encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes especiais ou a sessões especiais dentro da escola em caráter permanente deveriam constituir exceções, a ser recomendado somente naqueles casos infreqüentes onde fique claramente demonstrado que a educação na classe regular seja incapaz de atender às necessidades educacionais ou sociais da criança ou quando sejam requisitados em nome do bem-estar da criança ou de outras crianças”. Portanto, o projeto de lei ainda prevê, até para segurança dos pais e confiança no processo de inclusão, que as classes e escolas especiais continuem funcionando, com qualidade. E, um dia, ao ver o colega de seu filho evoluindo melhor em classe comum possa largar o medo e, confiando no processo, adote a inclusão. Mas isso, quando ocorrer, será a seu tempo, no tempo da criança e, o mais importante, no tempo da escola que tem que primeiro se preparar. Registro também que o IHA vem fazendo um trabalho excelente, mas precisa de muito mais estrutura e o projeto reza sobre isso também.

O projeto pode ser acessado neste link. É importante ressaltar que o texto atual é resultado de dois anos de trabalho de pais do GT (saiba mais aqui), em dezenas de reuniões realizadas com técnicos, acadêmicos e profissionais do magistério. Desejo colocá-lo em votação no final de maio/2012, após concluirmos as rodadas de reuniões as contribuições finais ao texto.

Abraços,
Paulo Messina

Marcado:

21 pensamentos sobre “Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva

  1. Jack sexta-feira, 6 abril 2012, 3:46 PM às 3:46 PM

    No Brasil as coisas funcionam dentro do texto, mas sem o contexto. No caso da educação inclusiva nem mesmo o texto foi lido em sua íntegra. Será que quem implantou essa política, aqui, leu toda a tese do seu mentor francês, Phillip Perrenout? Com certeza que não, senão teria lido em seu livro: “As 10 competências para ensinar” que a inclusão deve existir nas escolas DESDE QUE TENHA, NA SALA DE AULA EM QUE SE ENCONTRAR A(S) CRIANÇA(S) ESPECIAIS, UM PSICOPEDAGOGO CAPACITADO PARA LIDAR COM A(S) PATOLOGIAS(S) AFIM(S). Incluir não é apenas para socialização, é também para dar a essas crianças e suas famílias um tratamento digno e esperançoso transformando as crianças especiais em indivíduos produtivos para a sociedade. PSICOPEDAGOGO NÃO É PSICÓLOGO para ficar atendendo em consultórios e sim para estar nas salas de aula! Isso sim, é inclusão! Importar ideias sem oferecer a infraestrutura necessária para sua implantação é apenas uma estratégia política eleitoreira, enganando mais uma camada da sociedade: os pais e responsáveis de portadores de necessidades especiais. Chega a ser uma tremenda covardia! ACORDA BRASIL!

    • Paulo Messina sexta-feira, 6 abril 2012, 6:01 PM às 6:01 PM

      Jack,
      Na maioria dos casos, é para que os pais possam “morrer”. Seus filhos poderão estar prontos para viver na sociedade, tendo aprendido como e sua independência. Seu texto está ótimo, e perfeitamente de acordo com o projeto de lei, você o leu? Só não concordo com a formação do profissional ser engessada a psicopedagogo. Acredito que um professor – pedagogo – com especialização em mediação escolar, como colocado, pode atuar. Existe hoje esta especialização que, na época dele, não existia. Abraços!

  2. glaucia sexta-feira, 6 abril 2012, 7:18 PM às 7:18 PM

    Boa noite!
    Tenho uma filha de 22 anos, potadora de multiplas deficiências que estuda em turma especial e se sente muito bem entre os seus colegas e na integração com a escola. Porém não vejo como uma pessoa como ela, não alfabetizada, poderia estar integrada com esta idade em turma regular. A realidade é muito mais dura do que parece, e nossos filhos sempre precisarão de alguém, mesmo na ausência dos pais.
    Tenho muito medo de acabarem com a turma especial, pois nela minha pequena se sente “GENTE”. É um desabafo,vereador Paulo Messina. Espero que entenda.

  3. celia maria sexta-feira, 6 abril 2012, 9:15 PM às 9:15 PM

    Concordo com os comentários do Jack e da Glaucia. A escola tem que evoluir muito para chegar ao ponto de acolher, numa política inclusiva, os portadores de deficiência. Com turmas lotadas, às vezes até com mais de 40 alunos, fica muito difícil pôr em prática essa política, que no papel, na teoria, é bastante louvável, mas conhecendo a realidade das escolas como todo professor conhece, posso até afirmar que, na prática, do jeito que está, será o caos instalado, principalmente para eles próprios. A começar pelo ambiente que não é nada acolhedor. As escolas na sua grande maioria são antigas, as salas quentes, janelas quebradas, a parte elétrica não comporta sequer a ligação dos novos aparelhos de mídias diferentes, o mobiliário é antigo, muitas nem ventiladores não têm e qdo há, fazem mais barulho do que vento. Não há inspetores sequer para olhar os alunos no recreio enquanto os professores do “primário” gozam do seu recente direito conquistado de planejar. Sugiro que uma comissão visite as escolas públicas e constate pessoalmente as dificuldades relatadas aqui, fora outras mais…Mas faça sem avisar, para que se evite a “maquiagem” dos problemas.

  4. Dora Bispo sexta-feira, 6 abril 2012, 9:18 PM às 9:18 PM

    Estamos juntos nessa sempre!!!!!!!!

  5. paulo cesar sexta-feira, 6 abril 2012, 9:31 PM às 9:31 PM

    ola paulo messina e bom ver este este projeto de lei e toda comissão envolvida para um passo de
    altissima qualidade e dar auto estima aos jovens e adolecentes com deficiencias especiais este
    este projeto e so para o ensino fundamental ou para area escolares os jovens com deficiencia vão agrupados aos jovens normal,ou seram em salas separadas agora um detalhe antes que
    este projeto entrasse em vigor seria necessario que tivese palestras para preparar os alunos não
    deficientes para não ter abusos ou pequenos constregimentos.

  6. celeste35@gmail.com domingo, 8 abril 2012, 9:20 PM às 9:20 PM

    Este projeto antes mesmo de ser apresentado aos pais deveria ser votado na câmara. Para mim é uma precipitação e uma jogada eleitoreira. As nossas crianças especiais não são número de barganha, senhor Paulo Messina. Nós pais não somos massa de manobra e enchergamos mais longe do que o senhor imagina.

    • Paulo Messina terça-feira, 10 abril 2012, 2:24 PM às 2:24 PM

      Celeste, se acompanhasse meu trabalho há QUATRO anos, desde quando graças à audiência pública que promovi em outubro de 2009 a secretaria de educação voltou atrás no fechamento de escolas municipais, veria que o resultado destas ações não estão ocorrendo só neste “ano de eleição”. Infelizmente, há muitos grupos políticos se mobilizando para impedir o projeto, pelo simples motivo de, sim, quererem usar os pais como massa de manobra. Se tem dúvidas e se realmente é mãe de criança com deficiência, então busque a sua CRE, a sua mãe representante ou a suplente, converse com outros pais. Cuidado com a manipulações, e lembre-se que é pelos frutos que se conhece a árvore. Busque as informações dos últimos quatro anos e julgue por elas. Abraços!

  7. Ana Lucia Mendes domingo, 8 abril 2012, 9:35 PM às 9:35 PM

    Vereador, infelizmente devo concordar com a Celeste, é só mais uma jogada eleitoreira, de tantas que tenho visto o sr. elaborar. O PL que o sr. apresenta sequer determina o número de alunos em sala de aula, não obriga a prefeitura a investir os 25% em educação que vem sonegando a tantos anos e diz que as classes especiais serão temporárias. O sr. deveria incluir seus filhos em uma escola regular do município já que acredita tanto na sua proposta e na politica da secretaria municipal de educação que o sr. da mesma maneira defende.
    Que pena, só mais uma jogada eleitoreira em nome de tantas crianças que dependem da escola pública.

    • Paulo Messina terça-feira, 10 abril 2012, 2:26 PM às 2:26 PM

      Professor Ana Lúcia, jogada eleitoreira é a de alguns professores ligados ao seu sindicato, o SEPE, que é braço do partido político do partido PSOL, que tentam desestabilizar um movimento de pais de quatro anos, só para poder ter do que reclamar nas eleições deste ano. A filosofia do “quanto pior, melhor” usada neste assunto mostra total falta de escrúpulos, chega a ser criminosa, mas eu não esperaria nada diferente. Paciência, vamos em frente. Abraços.

  8. Mário César Pacheco Dias Gonçalves segunda-feira, 9 abril 2012, 11:31 AM às 11:31 AM

    Quando li o bonito texto do Vereador Messina eu fiquei preocupado de talvez as mães acreditarem que um simples projeto resolva tudo, aonda mais com apelo social por tratamento igual entre todos. Mas repito o que um amigo meu cego (não é mero deficiente visual não, ele é cego e não se importa de ser qualificado assim para o efeito deste texto), funcionário público federal, diretor do Sindicato SISEJUFE/RJ, falou em um debate público: “quer igualdade total? Então vamos colocar as mulheres para correr contra os homens nas olimpíadas”. A Constituição Federal também prevê que a trataemnto de igualdade é tratar os iguai na medida da sua igualdade e os desiguais, na medidaa de suas desigualdades. O sistema de educação especial que existe hoje educou milhares de pessoas com deficiÊncia desde 1854 (ano de criaçao do Instituto Benjamin Constant). Acabar com tudo de uma hora para outra em função de uma idéia nova é irresponsável e eleitoreiro. Sabemos, por estar nessa luta desde julhoo de 2009, que estas alterações dão oportunidades empresariais e de negócios de fornecimento de cursos e contratação de “professores-assistentes” que serão fornecidos por institutos privados e cooperativas privadas. MAS SABEMOS QUE NÃO EXISTE NO MUNDO INTEIRO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES HABILITADOS A DAR AULA AO MESMO TEMPO PARA PESSOAS COM DEFICIeNCIA E SEM DEFICIENCIA. O que se segere prejudicará a formação e educação de crianças com deficiÊncia e das próprias crianças sem deficiÊncia. Eu queria ver determinarem isso para as escolas privadas. Para pobres é mole inventar bandeira eleitoreira e prejudicar a deducação de crianças com deficiÊncia. Eu queria ver fazer isso com a classe média e ricos. Já há inquérito civil público contra essa irresponsabilidade. A sociedade não é acéfala, Vereador.

    • Paulo Messina terça-feira, 10 abril 2012, 2:33 PM às 2:33 PM

      Márcio César, não esqueça de informar aos pais que você faz parte de um grupo de pais não oficial, liderados pelo PSOL, partido político que busca PARTIDARIZAR essa discussão. Aliás, fico feliz de ver tantos comentários ligados ao PSOL neste post, sinal que estamos chegando perto de acabar com o problema e ajudar de fato as crianças, coisa que infelizmente vocês não conseguem permitir pois enquanto as coisas estiverem ruins, vocês podem se promover. Acho muito engraçado como há quatro anos, quando o trabalho do meu gabinete conseguiu a conquista da manutenção das salas especiais, vocês nem apareciam por perto deste assunto. Mas esse ano é de eleição, portanto está explicado… Por favor tenham o mínimo de ética e não tentem partidarizar a discussão, se passando por pais de crianças com deficiência.

  9. Jorge Ferreira de Almeida segunda-feira, 9 abril 2012, 4:01 PM às 4:01 PM

    Bem, eu sou pai e estou muito preocupado com essa questão. Concordo com a Celeste e Ana Lucia. Tive acesso ao projeto e as palavras temporário, provisório, em caso de necessidade. Esses termos dentro de uma lei são incabíveis e darão margem a mil e uma interpretações. Assim, senhor vereador, peço que o sr reveja esses termos, Não se pode usar a palavra garantir e ao mesmo tempo outra que não garante nada. O processo é profundo, igual a um câncer que começa pequeno e silencioso, No final é um desastre. Quem responderá pelos malefícios de uma inclusão mal feita, o senhor?

    • Paulo Messina terça-feira, 10 abril 2012, 2:37 PM às 2:37 PM

      Jorge, o projeto está sendo colocado à sociedade justamente para receber críticas *DE PAIS E PROFESSORES* (e não de políticos partidários), então pode enviar sugestões que vamos trabalhar por elas. O caráter “temporário” é necessário porque nenhum dos filhos com deficiência pode ser considerado parado no tempo, sem evolução, para sempre. Sei que todo pai quer um dia que ele possa se integrar perfeitamente à sociedade, ter sua independência e ser de alto funcionamento. E sim, sou responsável pelos meus atos, e acredito no projeto que foi elaborado pelos PAIS do grupo de trabalho oficial, eleitos pelos pais de crianças com deficiência, nas CREs. Abraços!

  10. Cláudia dos Santos segunda-feira, 9 abril 2012, 8:55 PM às 8:55 PM

    Maravilhoso este projeto.As escolas não estão preparadas para receber o aluno portador.

  11. Cláudia dos Santos segunda-feira, 9 abril 2012, 9:00 PM às 9:00 PM

    Sugiro uma comissão que visite os espaços escolares que acolhem os alunos especiais em classes especiais e em turmas regulares, para que vejam a realidade nua e crua.

  12. Dora Bispo terça-feira, 10 abril 2012, 10:48 PM às 10:48 PM

    CARO VEREADOR É MUITO TRITE SABER QUE EXISTEM PESSOAS DESTE NÍVEL.
    PESSOAS COMPLETAMENTE DESOCUPADAS E SEM TER O QUE FAZER, A ESPERA DE UM CARGO EM ALGUM GABINETE. ESPERO QUE ESSAS PESSOAS REALMENTE ENCONTRE ALGO MELHOR PARA FAZER AO INVÉS DE FICAR TUMULTUANDO O TRABALHO DE PESSOAS QUE REALMENTE QUEREM O MELHOR PARA NOSSAS CRIANÇAS ESPECIAIS, AFINAL FOI POR ISTO QUE PASSAMOS QUASE UM ANO INTEIRO BATALHANDO POR UM BEM COMUM PARA NOSSAS CRIANÇAS. UM FORTE ABRAÇO DORA BISPO, SUPLENTE DA 7ªCRE.

  13. Lindivalda Faria quarta-feira, 11 abril 2012, 12:15 AM às 12:15 AM

    Boa noite a todos,para quem nao sabe,eu Lindivalda e Irlanda fomos as duas primeiras maes a levantar essa bandeira,quando soubemos da determinação do MEC em 2009 ,que em 2010 todos os portadores de deficiencia seriam incluidos em classes regulares,e para
    incentivar este processo,estava sendo oferecido a verba do FUNDEB em dobro,apartir dessa
    noticia ,começamos a caminhar,S, a educação dos portadores de deficiencia sempre esteve deitada em berço” esplendido” pois nunca houve grande interesse em resolver essa questão.
    Entao foi criado um grupo de trabalho OFICIAL junto a Secretaria de Educaçao,para que assim conseguissemos,pontuar as distorsões ja existente antes de todo esse movimento,entao conseguimos nao so manter as classes especiais, as escolas especiais e conseguimos tambem que as inclusões so fossem feitas mediante avaliação do orgão copetente( IHA)e consentimento dos pais,bem assim havendo duvidas em relação a condição do portador,solicita-se um laudo medico afim de que possa direcionar o atendimento pedagógico que se faça necessário com estagiários,salas de recursos e prof itinerantes, sabemos que ainda tem muito a se fazer dado ao esquecimento no passado e as demandas existentes,por isso a criação de um PROJETO na esperança que se torne lei para que possamos cobrar mais efetivamente das autoridades copetentes com mais veemencia.continuamos lutando, pois como diz o ditado popular!! ROMA NAO FOI FEITA EM UM DIA!!!!so nao entendemos o porque de algumas pessoas sem escrúpulos que no passado muito recente dizia estarem lutando pela mesma causa,e agora resolvem achincalhar o nosso projeto, no qual trabalhamos incansavelmente.PARA QUE TUDO ISSO FOSSE POSSIVEL SE FEZ NECESSARIO PROCURAR APOIO, MAIS QUE NATURAL, DE ALGUNS PARLAMENTARES OS QUAIS NAO DERAM IMPORTANCIA AO NOSSA DESESPERO!!!quando apenas UM nos estendeu a mao.
    E QUEM CRITICA NOSSO PROJETO DEVERIA SINALIZAR MELHORIAS!!!!!!!!E NAO É ISSO QUE ESTA ACONTECENDO!!!!nos causa estranheza e até revolta porque algumas pessoas que nesse momento esta tentando denegrir e desistabilizar o nosso trabalho,esteve conosco por algum tempo lutando pela mesma CAUSA.NAO TEMOS PRETENÇÕES A CARGOS POLITICOS,ESTAMOS TRABALHANDO EM
    PROU DE NOSSOS FILHOS E FILHOS DE PESSOAS QUE NAO SABEM FAZER VALER SEUS DIREITOS.PORTANTO,NOSSO PROJETO NAO É ELEITOREIRO!!!!!!!!!!
    SINCERAMENTE E LAMENTAVEL…TAIS ATITUDES.

  14. Lorena Maria Nova Alves quarta-feira, 11 abril 2012, 8:43 AM às 8:43 AM

    O projeto ora apresentado pela Comissão de Educação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro é o resultado de um trabalho feito por pais de alunos com deficiência, regularmente matriculado na Rede Municipal desta cidade.
    Em 2009 quando o MEC determinava a inclusão plena destes alunos, os pais mobilizaram-se para buscar impedir ações arbitrárias que se fizeram sem aviso prévio na extinção de escolas e classes especiais, com a terminalidade e perda da chance desses alunos continuarem matriculados na rede e, os poucos que ficaram serem forçados a uma inclusão descuidada e prejudicial, sem observar suas limitações e especificidades, tão pouco a capacitação dos professores para recebê-los.
    As consequências da mobilização desses pais fizeram com que a Secretária de Educação na pessoa da Sra. Cláudia Costin, entendesse e atendesse suas reivindicações que cessaram o processo da inclusão plena. E, em audiência pública na Câmara dos Vereadores, através de decreto garantisse que no Município do Rio de Janeiro tivéssemos a opção de escolha de incluir ou não o aluno em turma regular. Além de que, ninguém seria incluído sem a vontade expressa dos pais.
    Destaca-se ainda que, por determinação da Secretária de Educação foi criado o GT (Grupo de Trabalho) no qual, por livre deliberação dos pais de alunos regularmente matriculados em toda rede do município, fossem legitimamente eleitos pais Representantes Titular e Suplente em cada Coordenadoria Regional de Educação, ou seja, 2 (dois) pais representantes em cada uma das 10(dez) CRE’s do Município para facilitar, intermediar e melhor atender as demandas, interesses e anseios de pais de alunos com deficiência.
    O presente projeto é uma reivindicação do GT à Secretária de Educação para suprir as lacunas e omissões na Educação Especial com atendimento educacional especializado e, para isso, demandou 2 (dois) anos de trabalho, feito com muita pesquisa embasado nos marcos legais que regem a educação, nos trabalhos acadêmicos e nos anseios dos pais, resguardando-lhes o direito de escolha sobre o melhor para o seu filho, isto é, optar entre a escola ou classe especial, ou incluí-lo no ensino regular.
    Neste projeto visa determinar a capacitação de profissionais envolvidos no processo educacional, professor auxiliar, adequação pedagógica e de acessibilidade, salas de recursos, professor itinerante dentre outras medidas para dar condições de inclusão com responsabilidade e qualidade, visando ainda garantir o direito de o aluno retornar a classe especial se esse for o desejo dos pais. Tal projeto é um compromisso do GT com os pais de alunos especiais em deixar de herança um regulamento garantindo a educação especial e inclusiva no Município do Rio de Janeiro.
    Ressalta-se ainda que, o Decreto 7611/11 assinado pela Presidenta Dilma Roussef veio corroborar com o exposto no projeto.
    É oportuno esclarecer e frisar que, este projeto é elaborado por cidadãos no livre exercício de sua cidadania e sem nenhum cunho ou compromisso político tão pouco eleitoreiro, nem visando à promoção pessoal de nenhum dos pais representantes que compõe o GT. Qualquer comentário neste sentido deixará evidente o caráter e a atitude inescrupulosa de quem milita contra esta causa e se articula com infundados argumentos distorcidos para denegrir a imagem daqueles que busca assegurar o justo direito de “nossos filhos”.

    Assinam este esclarecimento os abaixo descriminados:

    CRE PAIS REPRESENTANTES
    2ª Tit Lorena Maria Nova Alves
    2ª Sup Alba Maria de Medeiros Porto
    5ª Tit Cléia Cruz Ferreira
    5ª Sup Dulcinea
    6ª Tit Lindivalda Jesus
    6ª Sup Irlanda Maria de Andrade
    7ª Tit Luiza Helena Gonçalves Carvalho
    7ª Sup Maria Auxiliadora Bispo Santos
    8ª Tit Adriana
    8ª Sup Janaina Lima Diogo de Jesus
    9ª Tit Carla de Andrade Cavalari
    9ª Sup Sandra

  15. Cléia Cruz quarta-feira, 11 abril 2012, 9:04 AM às 9:04 AM

    Parafraseando Titãs, “Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”. Me sinto feliz e honrada em ser mãe de Priscila, 21 anos, diagnosticada com transtorno global do desenvolvimento e autismo. Trago também a dor pelas dificuldades enfrentada na escassez e até na ausência de atendimento adequado, tanto na área da saúde quanto na educação.
    Além de mãe, sou também Representante Titular do GT da 5ª Coordenadoria Regional de Educação do Município do Rio de Janeiro, indicada e eleita pelos demais pais desta Coordenadoria para intermediar e buscar efetivar, se não o ideal, ao menos o mínimo necessário para preservação e manutenção da educação especial de forma responsável e equilibrada que agora se faz através do referido projeto apresentado, elaborado e construído por nós que convivemos diuturnamente com todas as dificuldades e limitações inerentes a realidade do deficiente, pais de alunos com deficiência.
    Em que pese o anseio maior dos pais de alunos com deficiência, sendo estes a parte vulnerável desta relação, verem seus direitos assegurados na busca pela efetividade de uma norma que regule e que lhes traga o mínimo de segurança, ficamos perplexos com a disposição de mobilização contrária que se levanta.
    Percebe-se nos comentários e criticas acidas que, por razões obscuras, tendem a desconstruir um trabalho digno e honrado em favor daqueles que legalmente são representados em decorrência de sua incapacidade. É lamentável e triste ver ações que apenas visam desestabilizar e fomentar insegurança naqueles que mais precisam de apoio para terem seus direitos assegurados. NOSSO OBJETIVO É VISÍVEL E ÚNICO; O BEM COMUM DE PAIS E ALUNOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL.
    Criticas construtiva são bem vindas, porque soma, multiplica e podemos dividir o melhor, além de que, quando as mãos se entrelaçam a dor diminui. No entanto, vemos que é mais fácil desconstruir do que edificar, é mais oportuno desagregar do que agregar valor, espalhar o medo e a insegurança do que acolher.
    Afinal de contas, qual é realmente o interesse desses que se levantam com tanta disposição e veemência contra o trabalho dos pais em prol de seus filhos ???

  16. Luiza Helena Titular da 7ª CRE segunda-feira, 16 abril 2012, 12:19 AM às 12:19 AM

    Boa noite Sr. Vereador Messina.

    È com grande tristeza que leio estas coisas que postam aqui e infelismente fiz parte deste pequeno grupo que por um tempo acreditei que se preocupavam realmente com as crianças, é muito triste você confiar no ser humano e no final verificar que a luta só estava sendo para se promover e atacar não só a você como a um grupo que foi formado para defender e procurar dar um futuro melhor para nossas crianças. Estas pessoas ao invés de estarem aqui nos criticando e escrevendo coisas que não são realidade deveriam estar lutando ao nosso lado já que elas se dizem preocupas com a inclusão que é exclusão.Na verdade elas sim estão excluindo as crianças porque a finalidade delas é politica e não o bem das crianças. Com eu disse na reunião na Secretaria de Educação e minha amiga Lorena acabou de comentar este projeto é nosso é dos pais e professores e jamais permitiremos que qualquer pessoa se apodere dele , pois foi um ano de labuta e de muita luta. Há pessoas que dizem que não concordam com ele, mas porque não se manifestaram durante a confecção dele? Porque será que só agora resolveram não concordar se estava semanalmente junto com o GT na formação dele e entravam mudos e saiam calados? Eu mesma que estou afastada por motivo de doença participei mesmo de longe mandando e-mail, ligando e debatendo quando não concordava com qualquer coisa. Muito estranho este comportamento não acha?
    Bom mas estou aqui para dizer que o projeto é nosso e estamos aqui para somar e multiplicar e o bem nunca pode vencer o mal, os incomodados que se mudem e você nunca nos pediu nada em relação a politica e nem para promover sua empresa, você foi o unico que na hora que a coisa estava pegando fogo abriu as portas para o grupo então não se preocupe porque a caravana passa os cães latem e pessoas ficam pelo caminho.Quem tem que chegar no fim da linha chegara e tenho certeza que seremos vencedores pois Deus que é nosso Pai Maior nunca nos abandonara porque a nossa causa é NOBRE e sem fins lucrativo. Estarei junto com você sempre.

Os comentários estão desativados.

%d blogueiros gostam disto: