Interpretando os Resultados da Educação 2012 – Rio de Janeiro

Pessoal,

Foram divulgados há poucos dias os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011. Após estudar os dados, contextualizados com vários outros indicadores, queria compartilhar com vocês minhas conclusões.

Primeiro, é importante saber que o Ideb Brasil foi criado pelo INEP em 2007 para medir o desempenho da educação, a cada dois anos, e seu valor – que varia de 0 a 10 – é resultado de uma equação que leva em consideração o fluxo escolar (reprovação e evasão) e médias de desempenho nas avaliações (notas dos alunos na Prova Brasil, essencialmente de Português e Matemática).

Na prática, cada escola recebe sua nota de 0 a 10, e o somatório das notas de todas as escolas, dividido pela quantidade – a média, portanto! – é o Ideb do Município (no caso do universo de escolas municipais) ou do estado (no caso das escolas estaduais).

Abordarei a questão de minha competência, a cidade do Rio de Janeiro, pois trata-se da Rede que conheço profissionalmente, enquanto Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal. A última premissa, e nem por isso menos importante, é que este artigo é desprovido de motivação e opiniões políticas, sendo portanto completamente técnico.

O Ideb divulgado do Ensino Fundamental (antigo 1º grau) colocou o Rio de Janeiro com média 5,4 nos anos iniciais (5º ano, no final do antigo primário) e 4,4 nos anos finais (9º ano, final do antigo ginásio). Os valores avançaram em relação a 2009, quando os valores eram 5,1 e 3,6 respectivamente. Mas devemos entender o principal em tudo isso: O Ideb é apenas um indicador.

Assim como para os médicos, os exames laboratoriais jamais substituem o exame clínico, para o educador o Ideb deve ser meramente um instrumento auxiliar, jamais substituindo o campo e a realidade. Começando pelo ponto que a escala vai de 0 a 10, e estar com nota 4,4 é estar reprovado. Segundo, a média ser 4,4 quer dizer que, se uma escola teve nota 6,6 – acima da meta mundial de 6,0, o que nos colocaria entre os quadros dos 20 melhores países do mundo! – outra escola teve 3,0. O que isso quer dizer?

São apenas números. Por trás desses números, há crianças. Centenas de milhares delas. Se uma criança, apenas uma criança está indo mal, quer dizer que estamos falhando. Não estamos falhando só como governo, e sim como sociedade. As escolas de sucesso têm uma receita muito clara, apoiada em dois fatores principais: (1) Profissionais que fazem o impossível todos os dias para educar nossos alunos; (2) pais e responsáveis que se envolvem na educação das suas crianças.

Em relação ao item (1), quero começar pela direção. Um diretor de escola recebe menos que um professor em dupla regência, e muitas vezes acaba trabalhando mais horas. O diretor adjunto, então, recebe metade deste valor, assim como o coordenador pedagógico. O professor não tem plano de cargos e salários, muitas vezes em dupla regência, não leva o valor para a aposentadoria. As categorias de apoio como secretário escolar, agente educador e merendeiras, por exemplo, também não têm plano de cargos e salários unificado. E paro por aqui pois há muitos outros fatores de dificuldades no trabalho que influenciam negativamente os resultados. É importante reiterar o cunho não político deste artigo, já que estamos em meio a um processo eleitoral, tanto é que os problemas citados aqui não tiveram início nesta gestão da prefeitura e sim em heranças anteriores. Mas que precisam ser urgentemente sanadas.

Em relação ao item (2), muitas famílias estão cada vez mais distantes da educação de suas crianças, e sequer têm o ensino fundamental. Não dão importância, não ajudam na educação de seus filhos nem os cobram nem reforçam por bons resultados. É claro o melhor desenvolvimento do aluno quando os pais ou responsáveis estão dando atenção. Também é importante a direção não chamar o pai na escola só para reclamar das atitudes dos filhos ou para fazer festinhas! Envolver o pai na comunidade escolar é um segredo que tem dado certo para muitas direções!

Voltemos ao ponto em que Ideb é apenas um índice, e como tal deve ser acompanhado de interprações e de contextualizações. Vivemos numa cidade em que a média de estudo de pessoas com mais de 25 anos é de 7,6 anos (dado da PNAD/IBGE/2004). Ou seja, na média, o carioca adulto sequer tem os 9 anos do ensino fundamental (não tem o primário!). Como esse pai ou essa mãe vai se interessar pelos estudos dos seus filhos? Ou ter tempo de ajudá-los, já que muitas vezes tem que trabalhar o dia inteiro para sustentar a casa?

Há outros dados para serem analisados juntos com o Ideb, como a defasagem idade série – 14,8 % dos alunos nos anos iniciais já repetiram e 30,1 % nos anos finais, segundo dados de 2010 do MEC, e ainda 3,3 % abandonaram as escolas. Ora, é um valor baixo, certo? Esse é o problema. Nunca vamos ter uma educação de qualidade enquanto não entendermos que esse valor representa crianças. E cada uma representa uma possibilidade de futuro melhor para nossa cidade. Vamos aplicar esses 3,3% no universo de alunos? 680 mil crianças? São 22.400 alunos que saíram das escolas. Vinte e dois mil e quatrocentos! Quantos matemáticos, engenheiros, físicos, escritores, artistas, empreendedores etc estamos perdendo?

Então, o Ideb não é importante? Claro que é. Mas é um indicador, apenas uma ferramenta para ajudar o gestor a tomar decisões, e isso nunca deve ser levado em conta como o único e decisivo ponto. O que importa, como disse a própria secretária de Educação em um audiência pública na Câmara Municipal há poucos meses, “é se as crianças estão aprendendo”. Mas devemos ter na cabeça que o Ideb é apenas um número, e cada aluno tem um nome e um rosto. E quem conhece todos os nomes e todos os rostos são os profissionais da educação, assim como os pais e responsáveis.

Temos políticas macro, e temos que implementar políticas micro.

Daí parto para a conclusão: melhor política de cargos e salários para todas as categorias do magistério e programas para envolvimento das famílias na educação das crianças são as soluções para que o salto na educação passe a se dar em grandes escalas, e não somente em décimos do Ideb. E entendam como programas para as famílias as políticas públicas que vão desde a estruturação correta do Proinape (equipes de assistentes sociais, psicólogos e educadores em cada escola) até a Educação de Jovens e Adultos, educando os pais que sequer têm o fundamental, mas com um currículo, locais e horários que os interessem e de uma forma que possam acompanhar, independente dos horários de seu trabalho.

Abraços,
Paulo Messina

9 pensamentos sobre “Interpretando os Resultados da Educação 2012 – Rio de Janeiro

  1. Elizabeth dos Santos Macabú sexta-feira, 31 agosto 2012, 3:26 PM às 3:26 PM

    Vereador Paulo Messina. Postei, em outras palavras, a mesma conclusão postada acima, quando o senhor citou no face a reportagem sobre o pagamento do décimo quarto salário aos professores pelo índice do Ideb, de acordo com o que cada escola havia alcançado. Concordo plenamente que uma melhor política de cargos e salários para o magistério e um envolvimento real dos responsáveis na vida escolar de seus filhos, além de um apoio do governo mais específico às deficiências de nossos alunos (fonoaudiológicas, psicológicas, etc…) sejam o caminho para uma melhoria na educação de nosso país. O problema é que nossas crianças viraram números e estatísticas. Na escola onde trabalhei, nosso índice do IDEB já era 5,9 há alguns anos, portanto 0,1 a menos do que se espera mundialmente. Nem isso fez com que recebêssemos o tal décimo quarto salário, já que o fluxo de alunos foi negativo, pela área que atendemos onde existe uma rotatividade muito grande de famílias que vão e voltam do Nordeste. Isso é um problema social, não da escola. Não temos como modificar isso. Isso acaba gerando um desestímulo ao trabalho do professor que faz o que pode e o que não pode por seus alunos e não recebe um salário digno por isso, além de gerar uma competitividade entre as escolas que ganham o tal décimo quarto mas que, em muitas situações, estão com um índice do IDEB muito abaixo de outras escolas que não receberam. Não há lógica nisso. Vou dar como exemplo do meu trabalho que não entra nessa estatística: tenho um aluno de 8 anos, no terceiro ano do fundamental que vem de um Abrigo, com mais outros alunos. Foi encontrado num lixão, com mais dois irmãos menores, os três com tuberculose, tendo perdido os pais e o irmãos mais velho pela tuberculose também. Esse menino não abria a própria mão para que eu lhe desse a minha mão.. Sua coordenação motora não estava em nada desenvolvida no início do ano. Tudo ligado à sua parte emocional que, lógico, interferia extremamente no seu aprendizado. Agredia os colegas como defesa, acoado, sempre. Consegui aos poucos, trazê-lo para junto da turma que o acolheu num trabalho constante meu. Não conseguia acompanhar a alfabetização, mas eu percebia que ele guardava o que eu ensinava, só não conseguia transpor para o papel. Esta semana me emocionei muito quando, ao dar um ditado de palavras para meus alunos, percebi que ele dizia baixinho, a primeira sílaba de cada palavra e resolvi fazer com ele o mesmo ditado, separado, mas dizendo cada pedacinho da palavra. Ele me respondia de imediato, quais as letras teria que usar para formar aquela sílaba. Devagar, sílaba por sílaba, ele conseguiu construir todas as palavras do ditado. Fiz uma festa na sala, com todos batendo palmas para ele e, pela primeira vez, vi um sorriso largo nos seus lábios…Não há salário que pague essa emoção. E não há estatística onde eu possa incluir meu aluno, que aparece como pouco aprendizado, mas que cresceu imensamente emocionalmente. Esse é o nosso trabalho, de formiguinha e que não é reconhecido, infelizmente. Abraços, Elizabeth dos Santos Macabú (professora municipal da cidade do Rio de Janeiro que não recebeu o décimo quarto salário, mesmo sua escola estando com IDEB 5,6 por ter o fluxo negativo em 0,87 e que também não foi aceita no segundo concurso tendo sido aprovada e fazendo dupla regência há anos, porque a fonoaudióloga da Biometria ouve a minha voz e acha que não está boa…sem nenhum problema nas cordas vocais!).

  2. Alessandra Marques sábado, 1 setembro 2012, 12:38 AM às 12:38 AM

    Precisamos que o excelentíssimo Vereador faça algo pela nossa luta de equiparação salarial do PII 40h com PI 40h, pois além da carga horária ser a mesma, ambos os cargos são de nível superior e com discrepância salarial de “apenas” R$1.000,00.

  3. Cristina Quartim de Moraes sábado, 1 setembro 2012, 12:45 AM às 12:45 AM

    Vereador

    A grande questão da Escola é a ausência do Estado que alterou substancialmente seu papel. O Estado Brasileiro ha algunas anos, imbuido de principios neoliberais, deixou de regular as injustiças provocada pela busca do lucro , legìtima na iniciativa privada. e se tornou uma empresa. A nossa Escola Pùblica não acompanha o nosso tempol, a educação digital e os recursos que proporcionam não são utilizados adequadamente , não motiva nem os alunos nem os professores, sua estrutura é desconfortàvel, . Nossa Escola Pùblica è cobrada por questões que fogem ´a sua responsabilidade. A responsabilidade è do Estado que equivocadamente contribui com a acumulação de renda, que não prove o saneamento bàsico e que se utiliza da estratégia fàcil e covarde de colocar população contra a população. Inclui dentro de uma mesma sala de aula , em geral lotada, alunos com potenciais dispares , e da a todos os Professores a tarefa herculea de ensinà-los e torná-los capaz de concorrer com aqueles alunos privilegiados pelo capital. Com as condições sociais dos alunos que hoje frequemtam a Escola Pública, as condições das Escolas , e o abandono das necessidades de nossos Professores é de se admirar que ainda tantas crianças aprendam e se desenvolvam satisfatoriamente. Hoje , família e professores são vìtimas de um Estado mercantilizado e privatista,

  4. Naide sábado, 1 setembro 2012, 9:45 AM às 9:45 AM

    A gestão atual da prefeitura,incluindo a senhora Secretária de Educação do RJ,trabalha com números.Sou professora há 25 anos do municipio e me sinto humilhada com esse tipo de administração!Pois no ano passado,quando foi aplicada a prova Brasil na minha escola,havia conflito na comunidade e só participaram da prova apenas alguns alunos.Fomos informadas que haveria repescagem e que não aconteceu!!!Até que ponto esse resultado é verdadeiro?Somos uma rede com centenas de escolas localizadas em comunidades difíceis,com alunos ou seja crianças reais e com problemas sociais,emocionais…Não temos números e sim crianças e profissionais competentes,aliás,temos números sim,excesso de alunos nas turmas!!!Turmas que chegam a ter 40 alunos em algumas escolas!!E ainda professores desestimulados e cansados de serem culpados por não reberem o 14º sálario!!!Não vejo um vereador que nos ajude e nos defenda!!

    • Cristina Quartim quarta-feira, 5 setembro 2012, 6:57 PM às 6:57 PM

      Naide concordo com vc. Muito fácil para o Estado detentor do capital e do poder se omitir de suas responsabilidades acusando familiares e profissionais por tudo aquilo cujo maior responsável é ele memo!!!!! Na verdade faz tempo que o Estado o estado usa Educação e Saúde como balcão de negócios !!!!!

  5. Maria Fernanda Vernes de Andrade sábado, 1 setembro 2012, 10:36 PM às 10:36 PM

    Vereador assim como o sr resolveu o problema dos abusos da biometria , peço agora sua atenção para a nossa questão: a do plano de cargos e salários , não queremos bonus , mas sim a equiparação salarial entre PI e PII categoria de nivel superior mas defasada entre elas em nivel salarial e tambem peço mais atenção as categorias de apoio como merendeiras, AAC e secretário escolar , pois esses profissionais lidam tambem com os alunos na escola . Nós professores trabalhamos com turmas lotadas (Sou PEI (prof de educação infantil) , minha turma vem sempre cheia todos os dias e tanto eu como as auxiliares temos que nos virar para dar conta do atendimento á todas as crianças , as vezes sem agua suficiente e ás vezes até sem luz .

  6. CARLOS LOPES MARQUES domingo, 2 setembro 2012, 8:21 AM às 8:21 AM

    Messina, gostaria de deixar algumas considerações. No tocante as famílias não darem assistência devida aos seus rebentos pois estas também têm uma educação acadêmia ínfima, provo não ser verdade, meus pais só cursaram até a antiga 4ª série, isto na década de 40 do século passado, e nem por isso deixei de ter o apoio necessário deles para os meus estudos, nem por isso ouvi de minha mãe uma discordância gramatical vexatória, o meu pai, tinha uma caligrafia, cuja minha nunca chegará perto. O grande problema é o conjunto de fatores interligados que somam um prejuízo incalculável para nossa sociedade. Neste conjunto se soma a promiscuidade nas classes menos favorecidas que como consequência geram filhos que não podem sustentar e atendê-los, a malícia dessa mesma classe tendo mais filhos para ter acesso ao BOLSA FAMÍLIA CARIOCA, BOLSA FAMÍLIA, VALE GÁS, etc… Um exemplo bem marcante disso, foi a notícia veiculada na midia, semana passada, em que pessoas que conseguiram um imóvel através de programas sociais estavam vendendo os imóveis, o governo tinha que ser mais severo na distribuição dessas assistências, pois elas não estão ajudando o País melhorar, mas sim se achar calhar no lodaçal da ignorância que assombra o povo. Não vejo saída, dos políticos só ouço palavras maravilhosas durante suas campanhas, depois se escondem dentro de uma assembleia para votar a PLC-41, que em breve vai me tirar o direito de pelo menos me aposentar com que eu ganho, e ter o direito de ter um reajuste igual ao pessoal da ativa. É deplorável, tudo para o bem do magistério é difícil, o VALE REREFEIÇÃO e o VALE ALIMENTAÇÃO só podemos utilizá-los durante o período de trabalho, durante as férias o profissional não come. Nas escolas colocaram programas de informática para lançamento de notas e presenças, mas a tecnologia das operadoras de telefonia não comportam a demanda, logo criou-se uma dor de cabeça, cujo o atraso nos trabalhos, a SME sempre impute no professor e na escola a falta de vontade em acompanhar. Grande parte das escolas têm copiadoras de última geração, mas os seus gestores ficam engessados por uma ínfima quantidade de cópias que podem ser tiradas, inviabilizando os professores usar o equipamento para tirar cópias de suas provas e demais avaliações, ou seja, é tudo para inglês vê. Minha cobrança seria para com vc, Messina, e com todos membros dessa assembleia, como fiscalizadores dos atos do executivo, ver e avaliarem e cobrar uma providência para que pelo menos tenhamos o mínimo para colocar um pouco mais de qualidade no nosso trabalho.

  7. Cristina Barbosa Gross Martins Monteiro domingo, 2 setembro 2012, 12:13 PM às 12:13 PM

    Messina
    Trabalho em uma das Escolas do Amanhã, já que está localizada em área conflagrada. Temos um grupo de professores comprometidos ( infelizmente não é a totalidade, mas posso falar que é a maioria ). Conseguimos aumentar as notas das provas de Matemática enquanto as de Língua Portuguesa permaneceram inalteradas em ralação à última avaliação da Prova Brasil ( na época não só conseguimos como ultrapassamos o IDEB ).
    Este ano, não conseguimos atingir a meta, mas como a 1ª professora comentou, há coisas que são sociais, que fogem da alçada da escola e que, mesmo assim, a escola enquanto instituição continua “abraçando”. A escola onde trabalho está inserida em uma área em que, constantemente há operações policiais, as quais não têm hora para começar ( pode ser de madrugada, perto do horário de entrada das aulas, no decorrer do dia ). Enfim, as famílias vivem sobressaltadas, até porque tem muita gente boa dentro das comunidades, sabemos que não são apenas os bandidos que estão lá dentro. E aí? Como ficam essas crianças que, desde muito cedo vivem na corda bamba, sem saber se este é o último dia de suas vidas. Na verdade, a escola é o melhor lugar para elas, pois é o lugar onde se sentem seguras mas que, ao mesmo tempo, todo o seu emocional, o seu comportamento, a sua afetividade, desemboca. E como desemboca!!! Se para nós professores escutar tiros, ver o Caveirão, os carros do BOPE além de helicópteros passarem já mexem com o nosso emocional, imagine para essas crianças e suas famílias! Nós ficamos sobressaltados, mas chega no final do dia, vamos embora. E eles??? Eles ficam nessa angústia que parece não ter fim. Há momentos vereador, que chego a pensar que aquelas crianças já conseguem muita coisa, infelizmente. Além disso, há outra questão também ligada ao tráfico: há períodos que algumas famílias ( ditas “envolvidas” ), de repente, saem da comunidade; na maioria das vezes, mas às vezes não ( e isto contribui para que o índice de evasão aumente )
    Portanto, vereador, é claro que cobramos dos alunos e de suas famílias o acompanhamento escolar de seus filhos, mas ao mesmo tempo, como pensar simplesmente em metas, índices frios se, no dia a dia, lidamos com crianças, seres humanos, com histórias de vida tão sofridas, na maioria das vezes??? Realmente, é muito complicado…

  8. simone farias quarta-feira, 17 outubro 2012, 9:14 PM às 9:14 PM

    Vereador,fui contratada como agente auxiliar de creche, em outubro e gostaria de saber informações sobre essa situação,pois uns dizem que seremos efetivados, por motivo do concurso e outros dizem que não.O que o Sr° acha? devo continuar ou não, ano que vem,pois não posso ficar desempregada pois preciso ter condições financeiras para pagar minha faculdade ano que vem, sem correr muitos riscos.obrigada e parabéns por sua vitória.

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