Uma Lei para Educação e as Famílias

Pessoal,

Um dos maiores desafios da Educação não está dentro da sala de aula.

A falta de participação de muitas famílias no processo educacional de suas crianças é um gigantesco obstáculo para o sucesso do projeto educacional das escolas.

Claro que temos que constantemente buscar a valorização e melhores condições de trabalho dos profissionais de educação, mas a eles jamais caberá fazer o papel das famílias.

O resultado desta falta de compromisso de muitos responsáveis reflete no comportamento e nas atitudes dos alunos: baixo rendimento escolar, agressões aos educadores e colegas, depredação do patrimônio da escola e alto índice de evasão, para me ater apenas a alguns exemplos.

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Por esta razão, iniciamos um estudo no mandato que culminou com a elaboração e apresentação de um projeto de lei para buscar trazer as famílias que não se envolvem à sua responsabilidade.

Claro que entendo o quanto é e será polêmica essa discussão. Mas é preciso enfrentá-la.

O texto atual do projeto, para mim, é o que menos importa no momento. O meu intuito ao dar entrada na proposta foi exatamente abrir a discussão para que a sociedade possa dizer claramente o que ela espera dessa iniciativa, para que assim possamos construir em conjunto esta política pública, tão importante e necessária.

O texto original pode ser acessado aqui (PL 1552/2015). Dê uma lida e ajude-nos a aprimorá-lo. Podemos apresentar emendas e modificar o texto antes de sua aprovação final. Mandem seus pensamentos para nós.

Não se trata de culpabilizar a família ou o aluno, mas sim criar um mecanismo que obrigue o Poder Público a estabelecer a conexão dos responsáveis com a escola, nem que para tanto seja necessário estabelecer sanções, o que só pode ser feito através de uma legislação específica.

Trata-se de um mecanismo interessante, previsto no ECA, mas que precisa da anuência do responsável para alcançar o efeito esperado, o que só é possível se a família estiver presente.

E com a família presente, a realidade escolar é outra. Participe conosco! Vamos transformá-lo em Lei!

Abraços,
Paulo Messina

6 pensamentos sobre “Uma Lei para Educação e as Famílias

  1. Adriano de Souza segunda-feira, 19 outubro 2015, 10:41 AM às 10:41 AM

    Minha modesta opinião é a seguinte: não tem solução. Motivo simples: Enquanto o trabalhador não for valorizado, enquanto os governantes tratarem a educação como mecanismo de manipulação, enquanto a sociedade ficar imóvel. Não há saída, só piora. Nossos jovens e crianças são ensinados desde cedo que não importa o que façam jamais poderão ter um futuro digno e assim o ciclo continua. Os representantes da população só a exploram e a usam como meios pra vivem em conforto e luxo. Estes deveriam dar o exemplo. Receber um salário minimo nacional, andar de transporte público, usar os serviços de saúde e educação, quem sabe ai, aja alguma mudança.
    Esta é a minha modesta opinião. Um ex-funcionário público (Agente Educador II) que largou o serviço público após ficar 2 anos e 9 meses sem mudanças significativas e sobrevivendo com um salário minimo.

  2. BRANDÃO CADA DIA SEMPRE MELHOR . segunda-feira, 19 outubro 2015, 1:03 PM às 1:03 PM

    Boa tarde. Uma sugestão: caso o responsável diga não ter recurso para pagar o dano, será tirado do bolsa família. Mexeu no bolso, mexeu na vida.

    Glória.

  3. BRANDÃO CADA DIA SEMPRE MELHOR . segunda-feira, 19 outubro 2015, 1:38 PM às 1:38 PM

    Mais uma: o responsável será responsável pelo material escolar q o aluno recebe na escola.

    Glória.

  4. Riselda Santos de Araujo segunda-feira, 19 outubro 2015, 2:52 PM às 2:52 PM

    Comunicar ao FICAI e ao conselho tutelar todas as vezes em que o responsável foi convocado a comparecer a escola e não o fizer. O mesmo se aplicará aos pais que não compatecerem as reuniões de pais sempre que for convocado. Rever a questão das multas ou pagamento de danos aos pais que não recebem bolsas ou algum tipo de auxilio do governo. Criar um termo de compromisso para os pais dos alunos com baixo rendimento e com baixa frequencia para que os mesmo se empenhem em ajudar os professores no avanço do aluno. Criar condiçoes para que os alunos com baixo rendimento ou com algum tipo de deficit de aprendizado possam ter dentro da escola ou nos postos de atendimento médico ajuda com psiquiatras, neurologistas, fonoaudiólogos e psicologos tendo em vista a grande dificuldade que os pais encontram para buscar esse tipo de atendimento para seus filhos. E principalmente que esses profissionsis estejam sempre em constante parceria com os professores e as escolas.

  5. Catia maria de oliveira martins segunda-feira, 19 outubro 2015, 4:09 PM às 4:09 PM

    Ola meu nome e catia Na semana passada teve fiscalização nas UE Perguntei p a func do rh Porque trabalhamos aos sábados fora da nossa carga horaria n ganhamos nada Pela lei teriamos q ganhar hora extra o vale transporte alimentação Ela disse q so ganhamos 3 horas Q e para registrar em ata Se acontecer algo no trajeto o tempo q perdemos no deslocamento c condução tb por ser um dia de sábado Qualquer cabo eleitoral ganha P trabalhar porque o func tem q trabalhar de graça pra mim estas reuniões e so p propaganda politica e forçar os pais ir por conta da bolsa carioca So temos direito 3 h q bco de horas e proibido pois toda vez q vem a fiscalização e se estivermos tirando as horas temos q pegar o dia p n levar falta Perguntei tb sobre passar do horário coisa q e mto comum acontecer por set uma escola e tem responsável q se atrasa N e certo deixar a direção ou qualquer funcionário sozinho Ela foi categórica nao pode passar do horário Entao pego a criança coloco no banco da praça e vou embora A escola n e um serviço qualquer Estamos lidando c vidas de criancas e um serviço q tudo pode acontecer bem diferenciado n da p ser comparado c um escritório um banco ! Eu estou pensando em reunir um grupo de funcionários ir ao ministério do trabalho entrar c uma ação contra a prefeitura Fazer como faz os motoristas com tudo anotado um ser testemunha do outro Aguardo resposta Catia

  6. Cristiane Nogueira dos Santos segunda-feira, 19 outubro 2015, 5:05 PM às 5:05 PM

    Farei minhas observações em breve mas de antemão quero destacar que quando a Prefeitura premia o professor com o décimo quarto mediante apenas ao sucesso desse aluno que não é atendido pela família, que tem problemas de saúde que interferem diretamente no aprendizado e demais problemáticas citadas no quarto parágrafo está transferindo para a escola/professor a incubência (que seria da família) de ser Jesus e fazer milagres, estes até acontecem algumas vezes.

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