Merendeiras no Portão das Escolas

Pessoal,

O deslocamento das merendeiras readaptadas para o portão é um dos maiores erros cometidos com a categoria pela prefeitura.

Em 2011, depois da tragédia da Escola Tasso da Silveira, a prefeitura contratou, por licitação, uma empresa que colocou porteiros terceirizados nas escolas. Foi uma resposta rápida ao controle do portão e à ansiedade dos pais e responsáveis.

Dois anos depois, a empresa, que não honrou seus pagamentos aos funcionários, faliu e deixou as escolas sem porteiros. A prefeitura, pressionada, disse que ia contratar uma nova empresa e colocou uma licitação – que na verdade nunca andou – e até hoje nada foi feito.

circular-merendeiras

Trecho da Circular de 2014 que manda para o portão os servidores readaptados

Nesse meio tempo, foi publicada uma circular para que fossem usados os funcionários readaptados para a função. Como a maior quantidade de readaptados é de merendeiras (3.000 dos 4.500 ativos, no total, ou seja dois terços estão readaptados ou licenciados em processo de readaptação), acabam estas mesmas  no portão, quase sempre.

Ora, se a readaptação delas se deu exatamente por problemas físicos, seja de coluna ou ossos dos braços e das pernas, justamente elas deveriam ser as últimas a serem pensadas para isso. Ou, indo além, qualquer outro servidor redaptado por motivos físicos.
Fora que, em inúmeras visitas a unidades que fazemos no exercício do mandato, não raro encontramos portões abertos pela simples razão de não existirem suficientes servidores readaptados para tal desvio de função.

portao-descoberto

Além de todos os problemas, também provoca constantes conflitos dentro da escola, com a própria equipe de direção.

Essa circular, que ordena a ida delas ao portão da escola, foi muito mais uma defesa para a imprensa e para a sociedade, do que uma medida de fato relevante para resolver o problema.

Na prática, as escolas continuam sem porteiros, os pais continuam reclamando muito e, agora pior, sacrificando quem já deu sua saúde e sua vida pelo serviço público, de forma irreversível.

Essas fotos e vídeos de denúncias e provas chegaram em julho para nós, durante o recesso, e tinha prometido essa divulgação que aqui está, após investigar melhor no campo.

Além disso, encaminhei ofício ao Ministério Público para que intervenha. A solução é que DE FATO haja a colocação de porteiros nas escolas, tanto para benefício das crianças e das famílias, quanto para acabar com essa covardia com esses servidores.

Abraços,
Paulo Messina

 

11 pensamentos sobre “Merendeiras no Portão das Escolas

  1. marcilia Maria Rodrigues Damaceno quarta-feira, 28 setembro 2016, 4:28 PM às 4:28 PM

    Meu Deus apareceu alguém para reconhecer o descaso contra os readaptados.

  2. Suely quarta-feira, 28 setembro 2016, 6:01 PM às 6:01 PM

    Desconheço a escola do vídeo,mas em minha escola, a merendeira readaptada fica sentada de frente para a TV e ventilador, dentro do prédio da escola, monitorando a entrada eletronicamente, ela nem precisa levantar_se para abrir o portão. Acho que antes de generalizar, há que se verificar as reais condições em que um profissional trabalha. Será que a grita seria a mesma se porteiros profissionais trabalhassem nas mesmas condições?Além do mais, readaptação não é sinônimo de invalidez. No meu entender, ao invés de proibir essa tarefa, deveriam exigir melhores condições de trabalho.

    • Jurema Navarro Giordano quarta-feira, 28 setembro 2016, 8:42 PM às 8:42 PM

      Só nessa escola, porque na minha, eu fico de pé o tempo todo, e pior tomando conta de alunos e andando de um lado para outro. É acredite,todos os dias chego em casa com os pés doendo muito, e inchados e isso não é ESCOLHA minha,mas como você disse não sou inválida,mas gostaria que minhas limitações fossem levadas em consideração.

  3. Rita quarta-feira, 28 setembro 2016, 6:54 PM às 6:54 PM

    Elas fizeram concurso para merendeira, não para porteira… simples assim.

  4. Nádia. quarta-feira, 28 setembro 2016, 6:55 PM às 6:55 PM

    Nem toda unidade tem essas mordomias . várias são em pé no sol na chuva , e encarando muitos que querem na marra entrar na unidade

  5. Jurema Navarro Giordano quarta-feira, 28 setembro 2016, 8:32 PM às 8:32 PM

    Sou readaptada por problemas de coluna (vários) tenho esporão nos dois pés além de fascite plantar,e inchaso constante nos pés e pernas.No entanto sou obrigada a ser porteira da escola, e de quebra ,Agente educadora já que fico no pátio o tempo todo. Mas fazer oque se a ordem dessa situação vem da própria SME,segundo a direção.

  6. Vilma Virgilio quinta-feira, 29 setembro 2016, 12:45 AM às 12:45 AM

    Boa noite vereador Paulo Messina, meu nome é Vilma Virgilio ex porteira da escola municipal Ema Negrão de Lima, fui com um grupo de ex porteiros algumas vezes na Câmara falar com o senhor, assunto pedir um apoio para o nosso retorno pois somos 3.400 ex funcionários que fomos demitidos porque a empresa VPAR não com honrou com os pagamentos e a Prefeitura achou melhor não renovar o contrato com esta firma, portanto passou uma circular que iria abrir licitação para que uma nova firma desse continuidade e os portões das escolas não ficasse abandonados, o tempo foi passando e a solução que eles tomaram foi colocar os readaptados para fazer essa função. Gostaria de saber com essa nova gestão nossa categoria poderá contar com a sua ajuda para a volta dos porteiros as escolas da rede municipal.
    PS: Sabemos que o senhor sempre lutou pela nossa categoria.

  7. Valéria Miranda quinta-feira, 29 setembro 2016, 3:20 AM às 3:20 AM

    Também acho um absurdo deslocarem tais funcionários para essa “função”, assim como acho absurdo aposentarem profissionais,ainda aptos, pq o ” chefe da área na Biometria” assim o determinou.
    Gastos do Rio previdência com pessoas que ainda poderiam estar na ativa,como é o meu caso.
    Muitos caciques para poucos índios.
    Rezando mto para que Pedro Paulo não consiga se eleger,quem sabe assim os Cargos em Comissão ,velhos e ultrapassados, larguem as tetas.
    Atenciosamente,
    Valéria Beatriz

    • Vera helena quinta-feira, 29 setembro 2016, 8:31 AM às 8:31 AM

      Na minha opinião, deveria se visto o nível de escolaridade das readaptadas e fazer concursos internos para que suprisse a falta de funcionários em determinados setores.

  8. Catia quinta-feira, 29 setembro 2016, 4:16 PM às 4:16 PM

    Na escola onde trabalho fazemos o servico de porteiro aux de creche secretaria escolar recebemos material enfim tudo pois so tem a diretora e adjunta por um bom tempo ficou sem adj nos que estavamos resolvendo as coisas na escola c ajuda da diretora sao varios pontos errados na escola e um servico diferenciado .mtas vezes p funcionar acabamos todoss fazendo de tudo .tb tem um fato que ssta acontecendo faz um bom tempo aos sabados qdo a escola abre a direcao nos pedi p ajudar vamos na troca de um dia acho errado pois se temos q esta na escola as oito eu tenho que sair as sete horas no minimo porque dependo do onibus qdo termina por volta do meio dia ate chegar em casa mais uma hora de mais .Qdo vamos tirar o dia a direcao avisa se vier fiscalizacao temos que pegar o dia no medico .Entao n pode no ano passado perguntei uma pessoa da SME que foi fiscalizar escola ela disse q o direito sao 3 horas q temos q tirar isso e errado reuniao nunca acaba na hora certa e o dinheiro da passagem e o lanchinho p os pais e uma reuniao para bolsa familia ao meu ve propaganda politica indiretamente n ganhamos nada acho q deveria pagat hora extra ou da os dias de direito cabo eleitoral ganha p trabalhar porque o funcionsrio tem que trabalhar de graca p este prefeito .

  9. jorge quinta-feira, 29 setembro 2016, 7:41 PM às 7:41 PM

    Não existe interesse por parte da cúpula da SME.Falam tanto em criança na escola e não sei outras mas na CR 3.3 creche está com 2 horários!!!!manhã ou tarde.Creche não deveria ser horário integral de segunda a sexta?????? vira e mexe tem o tal de CONSELHO DE CLASSE e simplesmente as creches não funcionam com seus clientes.Esses tais conselhos de classe não deveria ser feito no recesso escolar o qual também não vejo lógica pois quem realmente precisa desses serviços não tem ferias adaptadas ao periodo escolar.Deveria no mínimo funcionar 12 meses ininterruptamente (lógico nem todas porém em cada CR uma creche fosse referencia para os pais que trabalham terem seus filhos numa colonia de ferias durante o recesso escolar.Será isso pedir demais a quem não suporta mais o peso de tantos impostos arrancados da nossa mesa!!!!

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