Fala, Rio! #6 (Resumão): Diretores de escola seguem em busca da compatibilização de suas remunerações 

“Sou diretor de escola, tenho duas matrículas de 16h e trabalho muito mais do que 40h”. Essa declaração do diretor Alexandre Sosinho, da Escola Municipal Zuleika Nunes de Alencar, é uma fala recorrente entre a grande maioria dos diretores da rede municipal de educação e desde 2014 se tornou um verdadeiro mantra da categoria. Exibido durante o programa Fala, Rio!, transmitido pela fanpage do vereador Paulo Messina na última sexta-feira (28/07), o depoimento desse e de outros diretores serviram como um testemunho da luta desses servidores em busca da tão almejada valorização.

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Na ocasião, o vereador Paulo Messina falou como será a nova política de encargos para a compatibilização da remuneração da jornada de professores em cargos de direção que está sendo proposta dentro do chamado “pacote de bondades” – conjunto de projetos de leis que será em breve votado na Câmara Municipal e que atenderá todas as categorias de educação do município do Rio de Janeiro.

– Por que encargo e não migração? A migração automática para quem vai para direção tem um potencial de causar uma discrepância muito ruim. Servidores podem querer ir para a direção somente com o intuito de permanecer 3 anos e sair após garantida a migração. A gente quer o professor comprometido, que, de fato, queira ser diretor, e que, assim, a migração seja uma consequência e não a causa – explicou Messina.

Alexandre Sosinho_Professor

Diretor da E.M. Zuleika Nunes de Alencar, Alexandre enviou depoimento para o Fala, Rio!

O vereador concluiu acrescentando que a proposta que está sendo estudada é criação de um encargo, incorporável após três mandatos de direção. Desta forma, espera-se garantir que o professor que se candidatar ao cargo esteja realmente dedicado ao trabalho junto com a comunidade escolar.

– O encargo não pode ser linear, porque há professores com inúmeras especificidades diferentes (diversas cargas horárias, tempos de casa distintos, etc), então, não se pode ter uma gratificação única. Diante disso, verificamos que é necessário criar uma gratificação que proporcione o mesmo efeito de como eles tivessem migrado para 40h – acrescentou o vereador.  

Messina revelou que outro ponto da proposta é o amparo da 2ª matrícula, que permitirá que o professor a coloque na própria direção, e possa, depois disso, assumir um cargo comissionado na outra matrícula (uma vez que ele tenha incorporado).

– A ideia é que todo professor em cargo de direção ganhe como 40h, independentemente que ele seja de 30h, 22,5h ou 16h ou tenha duas matrículas.    

O último item da proposta, segundo o vereador, é a possibilidade de o professor assumir cargo comissionado mesmo estando em estágio probatório.

Para acessar ao conteúdo na íntegra, clique aqui e assista ao vídeo!

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