A tempestade perfeita

Assessoria de Comunicação

A chuva que assolou a cidade na última quarta-feira serviu, curiosamente, como teste de fogo para o secretário Paulo Messina, que assumiu a Casa Civil da Prefeitura do Rio a menos de um mês. Em apenas UMA HORA choveu 149% a mais do que o previsto para o mês inteiro. De acordo com a Rio Águas, nem nos próximos 150 anos isso deve se repetir. Fortes rajadas de vento derrubaram mais de 1300 árvores da cidade, muitas das quais sobre a rede de fornecimento de energia, causando apagões em diversas áreas, e em vias de grande tráfego, prejudicando o fluxo de veículos. Em poucos minutos, o Rio viveu um cenário de tempestade perfeita – catástrofe agravada por uma rara combinação de circunstâncias – que vitimou quatro pessoas e causou diversos transtornos para a população. As regiões mais atingidas foram Barra da Tijuca, Cidade de Deus, Jacarepaguá e Piedade – todas registrando acima de 100 mm em uma hora.

Chuva_Fevereiro_COR

Jorge Felippe Neto e Paulo Messina passaram a madrugada no COR.

A pedido do Prefeito Marcelo Crivella, Messina e o secretário de Conservação, Jorge Felippe Neto, se dirigiram ainda de madrugada ao Centro de Operações Rio (COR). De lá, Messina pode acompanhar tudo em tempo real, o que facilitou o processo de tomada de decisão na administração dos recursos disponíveis, definindo prioridades para o direcionamento das equipes. Desde cedo, as equipes de Conservação, Saúde, CET Rio e, posteriormente, a Comlurb foram para a rua trabalhar para entregar à população uma cidade com as vias já desobstruídas na manhã de quinta-feira. A grande preocupação era a Avenida Brasil, que apresentava pontos de bloqueio na altura do cemitério do Caju.

“Nós nos dedicamos num primeiro momento à liberação das vias principais, como a Avenida Brasil, para facilitar o deslocamento de nossas equipes e para liberar o caminho daqueles que estavam retornando do carnaval”, explicou Messina à imprensa.

Apagões: Novo protocolo

Durante o episódio, Messina identificou dificuldades operacionais para a remoção de árvores caídas sobre redes de alta tensão. Acontece que as equipes da Comlurb não podem operar em árvores energizadas, devido ao risco de descarga elétrica, e a Rioluz, por sua vez, não está autorizada a desligar a força. Assim sendo, é preciso que uma equipe da Light se dirija ao local, o que nem sempre ocorre no tempo desejado, resultando no aumento do tempo de espera para o fechamento do chamado.

Diante disso, Messina convocou uma reunião para buscar uma solução que agilizasse o procedimento. Na ocasião, foi criado um novo protocolo que determina que a Light passe a designar cinco equipes para a Prefeitura, para rodar junto com a Comlurb, desligando a força sempre que necessário.

“Nós conseguimos criar um protocolo que determina que a Light designe cinco equipes à disposição da Prefeitura para rodarem junto com as equipes da Comlurb desligando a luz. Parece uma coisa simples, mas ninguém tinha feito isso antes. Agora está feito. Temos agora a disponibilidade das equipes da Light para desligar a luz, para podermos realizar a retirada das árvores, e religar a luz em seguida”, disse Messina ao G1.

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