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Plano de Metas para Educação Rio 2013 a 2016

Pessoal,

Em uma empresa, o plano de ação e o estabelecimento de metas são ações importantíssimas de planejamento para o gestor e seus liderados. No poder público não pode ser diferente. A prefeitura divulgou ontem o Plano de Metas 2013-2016, que deverá nortear as ações das secretarias.

Na Educação, três metas são as principais e gostaria aqui de enumerá-las e comentá-las:

1) 35% dos Alunos em Tempo Integral: Importante e extremamente difícil de cumprir. A maior parte das escolas hoje não é de turno integral e funciona com dois, até três turnos. Na prática, isto quer dizer que o primeiro grupo de crianças entra, por exemplo, às 7:00 e sai 11:30 e ao meio dia já entra outro grupo. Para aumentar o horário das crianças nas escolas, a primeira dificuldade será a construção de novos prédios e a contratação de novos professores, já que dois turnos estendidos não poderão usar os mesmos espaços nem poder contar com os mesmos profissionais. Outro problema é: como manter o interesse da criança na escola, para que fique 7 horas por lá? Enfim, algumas reflexões de como será grande este desafio.

2) Criação de 60 mil novas vagas de creche: Desde que a cidade do Rio entendeu que creche é espaço para Educação e não Assistência Social, ou seja, não é só para o pai poder deixar seu filho e ir trabalhar, o desafio de pagar este passivo vem consumindo recursos e tendo lugar de destaque. No início deste governo, havia 30 mil vagas, e mais 20 mil foram criadas principalmente em novos prédios e concepções como os EDIs (Espaços de Desenvolvimento Infantil). Como espera-se atingir 60 mil vagas até o fim de 2012, a meta apresentada (2013-2016) dobraria este total. É importantíssimo para a cidade e perfeitamente possível, desde que os orçamentos tenham essa destinação, mas mesmo assim extremamente ousada.

3) 95% das Crianças Alfabetizadas até 7 anos de idade: O Plano Nacional de Educação, a ser votado (atrasado!) este ano, prevê que 100% das crianças até 8 anos deverão estar alfabetizadas até 2020. A meta municipal não está em desacordo com isso, e acredito que poderá ser alcançado sem muita dificuldade. Havia 28% de analfabetos funcionais na Rede em 2009, fruto principalmente da forma desastrosa como foi implementada a ‘aprovação automática’, e os professores hoje se desdobram para recuperar este passivo. Com o trabalho e dedicação deles, não acredito que tenhamos problemas em alcançar estas metas, desde que o poder executivo continue buscando avanços para as melhores condições de trabalho.

Particularmente, senti falta de dois pontos que poderiam contar como meta da secretaria: (a) a aprovação de um plano de cargos e salários para todas as categorias, magistério e apoio; (b) estabelecimento de uma meta de matemática. A primeira, apesar de não ser um indicador e possivelmente por isso não constar do plano, poderia ainda assim sinalizar aos profissionais que há a clara intenção de fazê-lo neste período. Ainda assim, os trabalhos da Comissão de Educação e Cultura neste sentido começarão este ano de 2012. Quanto à matemática, a ciência em que há certezas e não dúvidas, verdades e não erros, deve ser igualmente priorizada assim como português, sempre.

Abraços,
Paulo Messina

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